FORMAD debate mudanças climáticas e REDD+ no Mato Grosso
Nos dias 15 e 16 de agosto, em Cuiabá, o Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento (FORMAD) realiza o seminário “Discutindo Mudanças Climáticas e REDD+”.
Este seminário esta sendo realizado em um momento extremamente importante e preocupante, no qual o estado do Mato Grosso se vê frente à discussão em relação a implementação de novos projetos de leis estaduais que concernem mudanças climáticas e sobre a criação do sistema estadual de REDD+, sobre os quais o debate com a sociedade é bem reduzido. Daí a importância do FORMAD – que reúne 42 organizações da sociedade civil mato-grossense – estar pautando essas discussões e avançando em posicionamentos claros e fortes sobre estes e outros temas.
Serão dois dias de debates com objetivo de nivelar informações e trocar conhecimentos e percepções sobre os efeitos das mudanças climáticas, negociações internacionais e políticas que estão sendo desenvolvidas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Assim como debater, a partir das propostas em curso atualmente, os impactos das soluções propostas e o que as organizações e comunidades da região podem colaborar do ponto de vista de iniciativas existentes.
Estão previstos também momentos de diálogo com o governo estadual em relação à construção da Política Estadual de Mudanças Climáticas, bem como um debate específico sobre os riscos e oportunidades do REDD+.
A FASE está presente para pautar os debates que vem sendo realizados no âmbito do grupo Carta de Belém, apontando suas preocupações sobre o mecanismo de REDD+, as ligações com o mercado de carbono e questionando as visões que reduzem a crise climática à descarbonização do planeta e oportunidade de negócios.
Incentivamos as organizações e movimentos sociais, bem como a sociedade civil em geral, a participar da consulta pública sobre REDD+, que o governo estadual do MT disponibilizou na internet, pelo site http://www.sema.mt.gov.br. É fundamental mostrar para o governo que existem diferentes posições, portanto, o governo deve ouvir e levar em conta essas diferenças na hora de criar o marco regulatório.

