Blog da Ong Fase pela justiça ambiental e climática

Archive for agosto, 2011

FORMAD debate mudanças climáticas e REDD+ no Mato Grosso

Nos dias 15 e 16 de agosto, em Cuiabá, o Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento (FORMAD) realiza o seminário “Discutindo Mudanças Climáticas e REDD+”.

Este seminário esta sendo realizado em um momento extremamente importante e preocupante, no qual o estado do Mato Grosso se vê frente à discussão em relação a implementação de novos projetos de leis estaduais que concernem mudanças climáticas e sobre a criação do sistema estadual de REDD+, sobre os quais o debate com a sociedade é bem reduzido. Daí a importância do FORMAD – que reúne 42 organizações da sociedade civil mato-grossense – estar pautando essas discussões e avançando em posicionamentos claros e fortes sobre estes e outros temas.

Serão dois dias de debates com objetivo de nivelar informações e trocar conhecimentos e percepções sobre os efeitos das mudanças climáticas, negociações internacionais e políticas que estão sendo desenvolvidas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Assim como debater, a partir das propostas em curso atualmente, os impactos das soluções propostas e o que as organizações e comunidades da região podem colaborar do ponto de vista de iniciativas existentes.

Estão previstos também momentos de diálogo com o governo estadual em relação à construção da Política Estadual de Mudanças Climáticas, bem como um debate específico sobre os riscos e oportunidades do REDD+.

A FASE está presente para pautar os debates que vem sendo realizados no âmbito do grupo Carta de Belém, apontando suas preocupações sobre o mecanismo de REDD+, as ligações com o mercado de carbono e questionando as visões que reduzem a crise climática à descarbonização do planeta e oportunidade de negócios.

Incentivamos as organizações e movimentos sociais, bem como a sociedade civil em geral, a participar da consulta pública sobre REDD+, que o governo estadual do MT disponibilizou na internet, pelo site http://www.sema.mt.gov.br. É fundamental mostrar para o governo que existem diferentes posições, portanto, o governo deve ouvir e levar em conta essas diferenças na hora de criar o marco regulatório.

Floresta faz diferença sim!

Veja notícia demonstrando o aumento do desmatamento na Amazônia no decorrer dos últimos meses. Enquanto ocorre o debate sobre o novo Código Florestal no Senado, é possível enxergar que somente a possibilidade de aprovação do texto, que já passou pela Câmara dos Deputados, está provocando o aumento desenfreado do desmatamento. Se passar desta forma pelo Senado, configura-se o desmantelamento da política ambiental no Brasil e a anistia dos responsáveis pelo desmatamento.

Se você discorda do novo código, assine o abaixo assinado Floresta faz Diferença, no link abaixo. Esta iniciativa é promovida pelo Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, formado por quase 100 organizações da sociedade civil brasileira dentre as quais a FASE, que são contrárias ao PLC 30/2011 do Novo Código Florestal, aprovado pela Câmara dos Deputados.
Assine, Divulgue, Participe!

http://www.florestafazadiferenca.org.br/assine/

Desmate da Amazônia volta a aumentar, indica Inpe

O desmatamento na Amazônia deve reverter sua tendência de queda em 2011. Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) divulgados nesta terça-feira mostram que o acumulado do ano até agora atingiu 2.429 quilômetros quadrados, contra 2.295 quilômetros quadrados no ano passado. E isto ainda faltando um mês para o encerramento da série anual.

Ou seja, mesmo que em julho não caia uma só árvore na Amazônia, o crescimento da taxa entre agosto de 2010 e julho de 2011 terá sido de 6% se comparado ao igual período do biênio 2009/2010 (o desmatamento é medido sempre de agosto a julho do ano seguinte).

É uma margem pequena, praticamente empate técnico. A possibilidade de desmatamento zero em julho, porém, é remota, já que o mês de seca (o chamado “verão” amazônico) costuma ser o pico da devastação.

Em junho, os dados do sistema Deter (que vê o desmatamento em tempo real, mas com menos precisão) indicam um desmatamento de 312,69 quilômetros. É um aumento de 28% em relação ao mesmo mês do ano passado, e de 16% em relação a maio deste ano.

Em 2010, a Amazônia registrou o menor desmatamento já medido desde que o Inpe começou a série histórica com satélites, em 1988: foram 6.451 quilômetros quadrados medidos pelo Prodes, o sistema que dá a taxa oficial.

O Deter é mais rápido que o Prodes, porém é “míope”: não detecta pequenas áreas desmatadas, portanto, o governo evita usá-lo para cálculo de área. No entanto, o comportamento da série do Deter permite estimar a tendência da devastação.

MARCO

A série de dados do Deter indica que a reversão da tendência de queda do desmatamento começou em março. Em abril, quando o debate sobre o Código Florestal começou a pegar fogo no Congresso, a devastação medida pelo Deter cresceu 835%, o que levou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a convocar uma espécie de “gabinete de crise”.

Segundo o governo, expectativas do setor produtivo em relação à anistia a desmatadores prevista no projeto então em discussão na Câmara dos Deputados, somados ao mercado de commodities agrícolas aquecido e a uma lei de zoneamento complacente em Mato Grosso, foram culpados pela escalada.

O Ibama suspendeu todas as suas operações de fiscalização no restante do Brasil e deslocou mais de 500 agentes para reforçar a fiscalização na Amazônia.

Mas ações do próprio governo também estão se mostrando corresponsáveis pelo aumento no desmate.

Entre os municípios mais desmatados em junho estão Porto Velho (RO) e Altamira (PA), o que provavelmente reflete impactos das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, e Belo Monte, no rio Xingu.

Fonte:Folha Online

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